
O AVÔ DA MONTANHA

28/09/2013 - Espaço de Leitura do Parque da Água Branca, São Paulo - SP. Foto Maria Tereza Urias.

01/11/24 - SESC Bertioga, SP. Foto Marcelo Tomasini.

24/04/16 - Galpão 101, São Paulo - SP. Foto Tally Campos.

28/09/2013 - Espaço de Leitura do Parque da Água Branca, São Paulo - SP. Foto Maria Tereza Urias.
Em O Avô da Montanha acompanhamos a trajetória de Corvo, um menino indígena que mora no meio da floresta. A mãe e o pai de Corvo morrem quando ele é ainda muito jovem e, na tentativa de compreender essa experiência e lidar com suas próprias emoções, ele decide se afastar de sua aldeia e construir um abrigo no alto de uma montanha, onde passa a viver sozinho.
Ao longo desse processo, Corvo se encontra com os seres e os mistérios da floresta, dentre eles, o Avô da Montanha, que o ensina as mais variadas histórias que compõem a sua ancestralidade: as histórias das pessoas do céu, das primeiras pessoas da terra, dos animais, da Lua e do Sol. É no encontro com o Avô da Montanha que Corvo se torna um guardião de histórias e, assim, consegue reconstruir a conexão com a sua aldeia e com a floresta.
O espetáculo é uma dramaturgia autoral livremente inspirada no conto do povo indígena sêneca, da América do Norte: "Avô da montanha", recontado por Burleigh Mutén, no livro “Histórias do Avô: histórias de deuses e heróis de várias culturas”. O conto sêneca, modificado e ressignificado em contato com as tradições dos povos originários brasileiros, compõe a Teia Dramatúrgica da peça, entrelaçado às linguagens da música e da dança.
O espaço cênico é organizado em formato de arena. Um círculo é traçado no chão e delimitado com cadeiras, almofadas e EVAs. Instrumentos musicais, objetos e adereços compõem a cena. A arena faz alusão às práticas circulares, das rodas de conversa das culturas de povos tradicionais. Integradas em um mesmo círculo, todas as pessoas presentes podem ver e serem vistas, ouvir e serem ouvidas, estabelecendo assim uma relação de equidade entre todos os presentes. O círculo integra, em um mesmo espaço, público e artistas, que transitam entre narradoras e personagens, na medida em que dão corpovoz à trajetória de Corvo, vivenciada e cocriada por todas as pessoas que integram a roda.
A proposta de iluminação da peça é desenvolvida em diálogo com sua linguagem narrativa. O objetivo inicial é criar uma ambiência que integre o público e as artistas dentro de um mesmo espaço cênico. Além disso, a luz interage com a circularidade da arena e os vetores construídos pela encenação, explorando os deslocamentos das atrizes. A luz busca pontuar os desenhos no piso da arena, dialogando com essa geografia em construção. Do ponto de vista da atmosfera, a luz constrói um diálogo com o mistério e a camada fantástica da história.
O Avô da montanha tece um diálogo com o imaginário, sons, ritmos, cores, cheiros, gestualidades, musicalidades e narrativas das culturas dos povos originários, que são ressignificadas em nossa fusão de linguagens, para trilhar a jornada de transformação e autoconhecimento do menino Corvo. Assim, uma palavra traz uma dança, que se transforma em música, que chama o toque do maracá, que evoca outra palavra e traz o toque do tambor... nessa alquimia da cena teatral, música, dança, palavra e canto se misturam para compor a teia dramatúrgica da peça, que traz consigo os encantos e a beleza da floresta.
Como em uma conversa ao redor da fogueira, a peça convida todas as gerações a silenciar para escutar uma história, dançar, cantar, emocionar-se e alumbrar-se juntas. Um momento de comunhão que nutre e fortalece as relações coletivas. Honrando as nossas raízes e com muito respeito aos povos originários e à cultura da floresta, saudamos, celebramos e reverenciamos a sabedoria, a força e a beleza da cultura indígena.
Público-alvo: pessoas de todas as idades. CLASSIFICAÇÃO LIVRE.
Duração: 50 minutos.
Sinopse:
Corvo é um menino indígena que nasceu no meio da floresta. Sua mãe e seu pai morrem quando ele é muito jovem e, de tanta tristeza, Corvo decide sair da sua aldeia e construir um abrigo no alto de uma montanha. É no encontro com o Avô da Montanha que ele aprende a escutar e a contar as mais variadas histórias: das pessoas do céu, das primeiras pessoas da terra, dos animais, da Lua e do Sol. De história em história, a cada novo encontro, Corvo aprende a valiosa arte de doar e receber.
Ficha Técnica:
Atrizes-criadoras: Juliana Valente e Renata Vendramin.
Texto: A dramaturgia é livremente inspirada no conto do povo indígena Sêneca, da América do Norte: "Avô da montanha", recontado por Burleigh Mutén, no livro “Histórias do Avô: histórias de deuses e heróis de várias culturas”.
Canções originais: Janaína Silva, Renata Vendramin e Thiago Fernandes de Freitas.
Pesquisa e adaptação do canto da tradição tupi-guarani: Janaína Silva e Renata Vendramin.
Preparação do Corpovoz: AIVU teatro.
Figurinos: Marisa Rebollo.
Costureira: Euda Alves de Araújo.
Adereços e objetos de cena: AIVU teatro.
Designer Gráfico: Marcelo Tomasini.
Produção: AIVU teatro.
Classificação Livre.
Duração: 50 minutos.


Foto Marcelo Tomasini
Foto Marcelo Tomasini
Necessidades Técnicas:
A peça é realizada em formato de arena e se adapta bem a espaços alternativos, como bibliotecas, áreas de convivência e salas multiuso. O Avô também pode ser apresentado em espaços convencionais, como palco italiano, arena e semi-arena. Nesses casos, acomodamos o público, ou parte dele, no palco. Não usamos cenário, o espaço da cena é delimitado pelo posicionamento do público, adereços cênicos e instrumentos musicais. Utilizamos 02 microfones headset. A peça pode ser realizada com ou sem iluminação.
