A PRÓXIMA HISTÓRIA

A PRÓXIMA HISTÓRIA é uma peça intimista, destinada ao público adulto, feita para 50 pessoas dispostas em um círculo. É o terceiro trabalho do grupo AIVU, o primeiro completamente autoral.

Sua trajetória de cocriação se iniciou no final de 2012, com um desejo genuíno de olhar para as nossas origens como indivíduos e como grupo de teatro. Mergulhamos então na busca de narrativas pessoais, nossas e de outras pessoas. Narrativas verídicas e ficcionais: vividas, antigas, esquecidas, inventadas, rejeitadas, reinventadas, desconhecidas, imaginadas, distorcidas, silenciadas, sonhadas...

Transitamos por um universo de MEMÓRIA, IMAGINAÇÃO E ATUALIDADE através da relação com as narrativas colhidas. A partir daí, algumas perguntas se delinearam:

De quantas histórias é feita a nossa história?

De quantas vozes?

De quantos silêncios?

De que padrões?

Se mudarmos os padrões mudamos as histórias?

Se inventarmos novas metáforas mudamos o padrão?

Em um processo longo, intenso e efervescente de mergulho nestas perguntas, juntamente com uma pesquisa de treinamento do artista-criador que transita pelas linguagens da narrativa, da música e da dança, rascunhamos inúmeras respostas teatrais a estas e tantas outras perguntas que se delinearam, como:

"Se este mundo em que a gente vive estivesse grávido, como você imagina que seria o outro mundo que vai nascer?"

Pergunta que nasceu inspirada por uma fala do jornalista e escritor uruguaio, Eduardo Galeano, e que guia a trajetória da peça, que é composta por possíveis respostas teatrais a esta pergunta.


Nesta peça, que acontece em uma arena onde todos se veem, cocriamos um ambiente para vivenciar uma experiência teatral e embarcar em um universo de memória, imaginação e atualidade. Um mergulho nas nossas origens passadas, presentes e futuras. Um exercício de imaginação, de rememoração, de atualização de quem somos, que só completa-se no encontro com o público, que é convidado a estar muito perto da cena, a trazer também a sua voz e as suas narrativas, cocriando a experiência teatral juntamente com os artistas-criadores. Uma experiência reflexiva e sensorial, em que a música, o canto, o movimento entrelaçam-se com as narrativas para cocriar sentidos,  sem sentidos e sensações.

Neste processo investigamos mais a fundo o conceito de TEIA DRAMATÚRGICA, uma dramaturgia cênica criada a partir do entrelaçamento de diferentes linguagens. A peça é semente e fruto da pesquisa de mestrado da atriz-criadora Renata Vendramin na ECA/USP, defendida em agosto de 2015, cujo título é "Teia Dramatúrgica: trajetos sinuosos de uma atriz em fluxo e ritmo criativos". 

A PRÓXIMA HISTÓRIA inicia-se nas origens e percorre caminhos para chegar ao jogo saudável e visionário de imaginar, de reinventar a própria realidade, de reorganizar a própria experiência como indivíduos e coletivo. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SINOPSE:

 

Inspirada na fala de Eduardo Galeano, escritor e jornalista uruguaio, nasceu a pergunta que guia a narrativa poética da peça: "Se este mundo em que a gente vive estivesse grávido, como você imagina que seria o outro mundo que vai nascer?" A PRÓXIMA HISTÓRIA é composta por diferentes e possíveis respostas teatrais a esta pergunta. 

Uma experiência sensorial e reflexiva, em que a música, o canto, a dança entrelaçam-se com narrativas para cocriar sentidos, sem sentidos e sensações. 

FICHA TÉCNICA:

Artistas-criadores em Cena: Alencar Martins e Renata Vendramin.

Dramaturgia Cênica feita em Cocriação: Alencar Martins, Janaína Silva e Renata Vendramin.

Direção Cênica e Organização Final da Dramaturgia: Renata Vendramin.

Direção Musical: Alencar Martins.

Direção de Arte: Marisa Rebollo.

Iluminação: A I V U Teatro.

Fotografia e Projeto Gráfico: Marcelo Tomasini.

Preparação e Pesquisa de Práticas do Artista-criador: A I V U Teatro.

Costureira: Euda Alves de Araújo.

Produção: Josefa Rouse.

Duração: 60 minutos.

Público: adulto.

Classificação: 16 anos.

 

NECESSIDADES TÉCNICAS:

 

A cenografia da peça é composta por uma lona retangular (3,70m X 3,60m), adereços de cena, uma iluminação alternativa com 5 postes de luz (dois deles de 1,40m e três de 2m de altura) e uma caixa de som amplificada. O público senta bem próximo da cena, adentrando a lona e formando um círculo. A peça acontece com 50 pessoas. Pode ser realizada em espaços alternativos fechados (sem incidência de luz natural por conta da iluminação utilizada) e em espaços abertos (como jardins, praças, áreas de convivência, vãos livres, quintais) desde que a apresentação ocorra no período noturno. Também pode ser realizada em teatros de arena ou em palcos italianos com uma dimensão mais ampla, para que o público possa ser acomodado no palco. Necessitamos de cadeiras para alojar o público ao redor da lona. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Teaser da peça
Vídeo da peça na íntegra