
MAZÉ! DE ONDE VEM? QUEM É?


Foto Herikson Souza.

Foto Herikson Souza.

A jornada da Mazé se inicia quando alguém acha o seu nome esquisito, muito esquisito, tão estranho que a Mazé fica muito triste e tem até vontade de chorar. Mas como ela é uma menina muito curiosa e perguntadeira, ela decide ir atrás da história do seu nome. Nessa busca pelo significado e pela origem de seu nome, Mazé conhece histórias de toda a sua família, antes desconhecidas e esquecidas, e fortalece os laços com sua avó, guardiã dessas histórias, num mergulho poético em sua ancestralidade. No meio dessa jornada de descobertas e autoconhecimento, Mazé conhece outra palavra, até então misteriosa e
desconhecida: a morte. Esse encontro com a experiência da morte, transforma a trajetória da menina Mazé, sensibiliza e emociona a tod@s que cocriam o encontro teatral com a gente.
A história de Mazé nos convida a uma reflexão profunda sobre as nossas ancestralidades e sobre todas as histórias que contam a nossa história. Ao longo da peça, o público é convidado a imergir nessa experiência, partilhando as descobertas de Mazé e acessando as suas próprias experiências. Toda essa jornada de curiosidades, descobertas e espantos, frio na coluna, medo e aperto no peito, é construída com poesia, leveza e delicadeza, conduzida pela sensibilidade de uma menina que está descobrindo as experiências da vida. Enquanto as crianças se identificam prontamente com a personagem Mazé, uma menina curiosa, cheia de vitalidade e perguntadeira, os adultos, por sua vez, acessam o arquétipo da criança interior para viajar com a gente. Assim, a peça dialoga com diferentes gerações, integrando pessoas de todas as idades, fortalecendo e nutrindo essa relação.
A teia dramatúrgica da peça Mazé! De onde vem? Quem é? é cocriada pelo AIVU Teatro, a partir do texto original de Janaína Silva. Em cena, as atrizes transitam entre narradoras e personagens, entrelaçando os instrumentos musicais djembe, pau de chuva, caxixi, apito, agogô de lata, gaita e ganzá com movimentos corporais, canto, palavra falada e adereços de cena para compor a teia dramatúrgica da peça, que é cocriada a cada novo encontro. Mais recentemente, a flauta Tarka, oriunda da Bolívia e trazida por um amigo, o músico César Chui Quenta, foi integrada à cena com seu som aveludado e terroso, abrindo caminhos profundos de percepção dos ciclos da vida e da morte.
Sinopse:
A Mazé é uma menina que mora numa cidade grande, num prédio grande, no oitavo andar de um apartamento pequeno. Ela tem uma avó, que mora numa cidade pequena, num bairro tranquilo, numa casa simples com um pé de mexerica no quintal. A Mazé é perguntadeira. Ela gosta de saber a origem das coisas e o significado das palavras. Mas ela nunca tinha se perguntado sobre o significado do seu nome e tampouco sabia o queria dizer uma série depalavras, inclusive a palavra morte. Até que um dia, alguém acha o seu nome muito esquisito e, ao invés de ficar triste, Mazé decide iniciar uma busca para descobrir a origem do seu nome.
Classificação Livre
Duração: 50 minutos
Necessidades Técnicas
A peça é realizada em formato de corredor. Pode ser apresentada em palco italiano, acomodando o público, ou parte
dele, no palco. Ainda, pode ser realizada com ou sem iluminação. Utilizamos dois microfones headset.
Temas abordados na peça: ancestralidade, diferença, morte e relação entre diferentes gerações.
Por sua versatilidade, a peça pode ser apresentada em espaços alternativos fechados (galpões, área de convivência) ou em auditórios e teatros (com iluminação).
Ficha Técnica:
Artistas-criadoras: Juliana Valente e Renata
Vendramin
Texto: A teia dramatúrgica da peça é cocriada a
partir do texto original de Janaína Silva
Canções originais: Janaína Silva e Renata Vendramin
Preparação do Corpovoz: AIVU teatro
Figurinos e adereços: Marisa Rebollo
Iluminação: Francisco Turbiani
Designer Gráfico: Marcelo Tomasini
Costureira: Marluce Costa da Silva e Euda Alves de
Araújo
Produção do dia: Pedro Massuela